Ten items or less

“Ten Items or Less” é um filme de 2006, daqueles que a gente vê quando está “à toa” em casa, sem nada pra ver, cheia de coisa pra fazer mas não quer fazer nenhuma.  Aí você zapeia (existe este verbo em português mesmo?) e acha o Morgan Freeman e a Paz Vega e de repente surge Bobby Cannavale fazendo papel do (ex) marido violento dela.  Por mais que eu goste do Morgan e da Paz, Bobby é meu amor desde Third Watch e tudo que ele faz me atrai.  Atualmente, ele já é um ator mais famoso (isso me lembra que preciso assistir Blue Jasmine) e premiado e a cada prêmio, me sinto estranhamente feliz como se fosse um amigo que está subindo na vida. And Bobby will never be gone, Kim (essa só quem assistiu Third Watch poderia entender rs)


bobbyMas enfim, no Brasil o filme ganhou o nome de “Um Astro em Minha Vida”, o que faz com que ele pareça um filme adolescente da Sessão da Tarde mas não vou julgar quem traduziu por questões éticas e porque não imagino alguém além de mim que assistisse um filme chamado “Dez itens ou menos”.  Poderia ser pior, poderia ser “Fila Preferencial” ou algo assim e também não ficaria nada bom…

Resumindo, Morgan Freeman faz o papel de Morgan Freeman fazendo laboratório pra uma personagem e ele encontra Paz Vega, caixa de supermercado (de onde vem a história do “ten items or less”).  Ele não conhecia o mundo fora do show biz e ela queria crescer e sair do mundo pequeno dela, mas mal conseguia falar inglês direito e aí surge uma amizade onde um ajuda o outro (o resumo do filme do IMDB tá aqui). Vi o filme há anos, não lembro todos os detalhes, mas ainda lembro de toda a emoção que o filme me trouxe e como nomes de blogs e histórias não são escolhidos por nós e sim são eles quem nos escolhem, estas crônicas que não são crônicas, resolveram que seriam “dez items ou menos”… ou mais, ou pelo menos…

YOU ARE WHO YOU MEET…

Never say never, Dilmão…

Primeiramente já digo que nem gosto que chamem a Dilma de Dilmão, mas confesso que daria mais efeito ao post…

Enquanto a maioria das pessoas estranharam que ontem na posse a Dilma tenha usado um vestido de renda e que não saiba andar com as pernas fechadas, o que mais me impressionou foi aquele discurso cheio de “NUNCA”.  Isso me fez pensar que Dilma nunca ouviu Justin Bieber e seu Never Say Never e que nunca fez nenhum curso de programação neurolinguística onde o básico do básico e não usar palavras negativas (melhor dizendo, o correto é usar palavras positivas) principalmente em um discurso e ainda mais de posse onde (não) sabemos o que nos espera nos próximos anos.

Quanto ao vestido, percebo que muitas fotos foram tiradas de um ângulo que realmente não privilegia o dito e a dita cuja pois nem feio o vestido era e principalmente no ano passado, todo mundo usou uma rendinha aqui e ali (e muitas primeiras damas também usaram vestidos de renda nas posses estaduais e bem mais feios do que o de Dilma).  Quanto ao seu andar, claro que a cagada do caminho que o Ministério dela vai andar é muito pior (ainda não engoli essa de parte do Ministério ser da “cota pessoal da Presidenta” tipo quem puxou o cabelo dela entra, quem não dividiu o lanche no recreio, não entra) do que o jeito que ela anda. Mas poxa, Dilma, fecha as pernas, menina!!!

E por fim, não votei na dita cuja e nem no seu opositor.

E sobre não, deixo com vocês um comando agora: “Não pensem em um elefante rosa”.

Em que você pensaram nesse instante? Ah, a mente humana!!

(e esse post não tem foto, ilustre-o com o elefante rosa que você imaginou)

UPDATE 3 de janeiro: hoje conversei com pessoas que nunca havia conversado antes e vi que compartilham da mesma ideia que eu: que continua sendo um absurdo focar SÓ no vestido da dita cuja presidenta (como ela quer ser chamada). Mas a minha necessidade vai além do vestido.  Comecei a pensar nisso porque vi o post da Cora Ronai em que ela fala o quanto foi ameçada pq falou mal do bendito vestido.  Ameaçada?  Por que as pessoas se dão ao trabalho de ir até a página de uma pessoa pública pra destilar palavras de ódio e incitar outra pessoas contra ela?  Mas aí eu fiquei pensando se fazem isso até em grupos de pessoas desconhecidas, imagine na página de uma jornalista bastante conhecida. Por que o mundo anda cada vez mais estranho? Eu, cada vez mais evito grupos de Facebook – e o Facebook em si – por causa de briga!  Por mais que eu queira compartilhar coisas e comentar sobre os mesmos gostos, é tão grande o número de gente que esconde seu ódio atrás do computador que eu estou começando a ficar cada vez mais assustada…

O que é uma crônica? e por que dez?

Fui criada a base de crônicas. E sou feliz por ter sido leitora de uma geração de gênios cronistas em seu auge (aí embaixo, meus livrinhos companheiros).  Minha mãe, que só tinha o primário, sempre me estimulou a ler e falava o que ela achava que uma crônica era: uma história do dia, uma história simples, um olhar do autor.  Talvez até hoje eu não saiba direito o que é uma crônica até hoje (pra falar a verdade pouco sei sobre as de Nárnias ou as de Gelo e Fogo), mas o fato é que eu sempre gostei de escrever e tenho cada vez menos vontade de escrever no Facebook e todos os outros blogs que tentei nem foram muito pra frente pelo simples fato de eu esquecer a senha e a vontade. Talvez aqui eu escreva crônica ou “descrônicas” (aquela que não é bem uma crônica) ou dez. crônicas.

E aí por isso que vem o nome desse blog, uma promessa de escrever pelo menos dez textos por mês.  Claro que promessas de Ano Novo são feitas para serem quebradas, então por isso, hoje ela é uma muito modesta: dez textos… ou mais, ao contrário das filas que pedem dez itens ou menos…

Ah, crônica é isso aqui rs

cronicas